Como ser jornalista

Tempo mínimo de leitura: 38 s (+4 min e 55s)

Hoje encontrei um vídeo que achei particularmente interessante.

Chama-se “Manual de Reportagem” e é da autoria do comediante Rafinha Bastos. Trata-se de uma adaptação brasileira do vídeo original “How To Report The News” do jornalista britânico Charlie Brooker.

A ideia é ensinar como fazer (ou mostrar como são feitas) reportagens jornalísticas de TV.

Achei surpreendente como, ao ver este vídeo, me apercebi realmente do quão standardizadas estão as peças que preenchem os nossos jornais…

Seguem os dois vídeos referidos:

Versão Brazileira

Vídeo Original

vídeo descoberto em http://2.0.bloguite.com/video/magma-o-melhor-do-video-online.html

imagem retirada de http://transformada.wordpress.com/2009/04/01/profissao-jornalista/

TED

Tempo mínimo de leitura: 3m 27 s

Utilizando a versão inglesa da wikipedia para fundamentar a maioria do texto, podemos dizer que TED é a abreviatura para Technology, Entertainment e Design ( Tecnologia, Entretenimento, Design). É uma fundação privada sem fins lucrativos nos Estados Unidos que é conhecida sobretudo pela suas conferências, que agora têm decorrido na Europa e Ásia assim como nos Estados Unidos. A TED é dedicada àquilo que diz serem ideias que valem a pena espalhar (ideas worth spreading) (era por isso obrigatória a presença deste tema neste site/blog).

Esta fundação foi criada em 1984 e a sua primeira conferência decorreu em 1990. A ênfase inicial da TED, com um centro de gravidade consistente com o Silicon Valley (local que adquiriu a imagem da materialização do avanço tecnológico), era maioritariamente a Tecnologia e o Design. O seu co-fundador, Richard Saul Wurman, é tido como o criador em 1976 do termo arquitecto da informação. Mas há medida que a popularidade das conferências (TED Talks) aumentaram, também aumentaram os temas abordados. São vários os oradores que proferem estas conferências, estando incluídos neste grupo personalidades de mérito e fama inquestionáveis, como Bill Clinton, Al Gore, Bill Gates, fundadores da Google e vários vencedores de Prémios Nobel.

Desde 2005 até 2009, foram atribuídos anualmente três prémios TED (TED Prizes) no valor de 100 mil dólares para ajudar os vencedores a realizar o seu “desejo para mudar o mundo” (wish to change the world). No entanto, a partir deste ano, só foi seleccionado um vencedor de forma a que a TED possa assegurar a maximização dos seus esforços em realizar o desejo deste.  Cada vencedor revela o seu desejo na conferência anual principal, dentro dos 18 minutos definidos.

Sem base em outros textos, e porque cada vez que me envolvo mais com “o universo TED” parece que há sempre mais para descobrir, salientava apenas 3 aspectos da imensa temática que é a TED:

  • TED Open Translation Project – é um projecto em parceria com o dotsub (site tipo youtube com o propósito específico da legendagem e tradução de vídeos) onde voluntários podem traduzir as conferências TED de forma a continuar a espalhar estas ideias;
  • TEDx – O estilo de conferências TED tem sido tão mobilizador e cativante que a fundação criou uma espécie de franchising, em que permite que uma equipa se possa propor a realizar um evento TED com organização independente num local da sua preferência. A este tipo de eventos chama-se TEDx e em Portugal estes eventos têm-se multiplicado ao longo do ano (TEDx Edges, TEDx Porto, TEDx Lisboa e TEDx Aveiro que descobri agora que vai mesmo acontecer e TEDx Coimbra e TEDx Guimarães que aparentemente ainda não têm divulgação web embora apareçam já na página TEDx). Tive o privilégio de estar presente no TEDx Porto onde, segundo números redondos finais, por cada 15 inscritos foi seleccionado um participante e fui também já aceite como participante para o TEDx Lisboa.
  • TEDMED – À semelhança do evento TED original, surgiu como um novo evento independente mas agora ligado à área da Medicina.

Queria também justificar que esta introdução se deve ao facto de ter a certeza (porque em vez de ver séries vou passar a ver TED talks) que irei colocar aqui várias referências e ligações acerca desta temática, pelo que fica desde já feita a contextualização.

E para terminar, deixo a referência do site que é completamente obrigatório visitar, devido a disponibilizar todas as TED talks oficiais desde 2006 (se não estou em erro) e mais algumas conferências que têm, sem dúvida, ideias que valem a pena espalhar:

www.TED.com

Larva, casulo, Feliz Páscoa, Borboleta

Tempo mínimo de leitura: 3m 00 s

Mais uma vez, aqui está ela, a Páscoa.

Peço desculpa a quem estava à espera de ler algo sobre ovos, coelhos e coisas chocolatosas felizes, mas vou falar de algo mais profundo.

Eu sei que não será algo muito aprazível a muita gente falar de Deus quando não acredita em Deus, mas não se preocupem, Ele acredita em vocês na mesma:)

A Páscoa é a celebração da passagem da escravidão para a liberdade. Já o era na altura dos Judeus, que celebravam (e continuam a celebrar) a Páscoa como lembrança da libertação do Povo de Deus da escravidão no Egipto. Já para os Cristãos, a Páscoa deverá continuar a significar exactamente o mesmo, mas desta vez a passagem para a liberdade é espiritual mais do que física, porque Jesus veio mostrar que há muito mais para além daquilo que é físico e palpável.

Há muitas ideias à volta do conceito de Páscoa que gostaria de abordar, mas hoje vou tentar cingir-me apenas a uma: o estado de hibernação em que o mundo cristão ficou no que toca a esta metamorfose que significa a Páscoa.

Se pensarmos bem, a Páscoa é o momento mais importante para os cristãos, porque se Jesus não tivesse ressuscitado seria “apenas” mais um homem fora-de-série. Mas com a ressurreição existe todo um mistério que é importantíssimo pensar (ainda que não se chegue a lado nenhum de conclusões brilhantes, porque pensar por si só já vale a pena!). É essa alegria da ressurreição que nos faz ser cristãos. Ou pelo menos devia…

Ontem lembrei-me duma analogia que acho que faz algum sentido, ainda que seja muito redutora (se não fosse para simplificar também não valia a pena fazer analogias… ).

Podemos ver a imagem de Jesus como a vida de uma larva com três fases:

  1. Fase de larva – onde temos um homem vivo, alegre, revolucionário, cheio de amor.
  2. Fase de casulo – onde temos Jesus em sofrimento, a ser renegado, a ser crucificado, a agoniar – o expoente máximo de mártir.
  3. Fase de borboleta– onde temos a ressurreição de Jesus, mais uma vez alguém revolucionário, cheio de amor, que continua a ensinar, a alegrar todos aqueles com quem se cruza, mas de uma forma indescritível.

E agora vejamos em que ponto está a Igreja (e leia-se Igreja no seu global, porque felizmente vão existindo excepções). Das três fases possíveis, acho que continuamos presos no casulo… a fase menos interessante de todas no que toca à produtividade do amor para com os outros… O “logótipo” da Igreja é Cristo crucificado/morto quando na realidade o que mais seria apropriado, na minha opinião, seria um Deus Vivo, ressuscitado, cheio de amor para dar mesmo depois de ter sofrido terrivelmente.

Ao fim e ao cabo, a Igreja que temos é reflexo dessa fixação no Cristo crucificado, onde parece que ainda não se descobriu a alegria, o humor, a felicidade, a simplicidade, a humildade, entre tantas outras coisas excelentes que parecem passar ao lado… Até porque ainda por cima, quando falamos de Cristo crucificado o significado dessa morte é totalmente diferente daquilo que a maioria das pessoas pensa – Cristo morreu assim por fidelidade a Deus, não porque Deus quis…Morreu na cruz, porque não deixou a sua fidelidade a Deus mesmo sabendo as atrocidades que o esperavam…A morte de Cristo na cruz  é importante para percebermos o nosso Deus, não porque ele é sádico, mas porque é um Deus de Fidelidade eterna.

Quando vos desejo uma Feliz Páscoa, desejo-vos que se lembrem que Cristo Ressuscitou (ALELUIA!), que tudo é possível a quem acredita e que por mais terrível que uma situação pareça, enquanto houver amor/fé, haverá sempre a real possibilidade de acontecerem milagres, que mais não são do que sinais da existência de Deus, sinais do amor de Deus.

Feliz Páscoa!

imagem retirada do endereço: http://365jackpots.wordpress.com/2008/03/14/passa-uma-borboleta/

Em remodelações

Devido a reestruturação conceptual e de design, o blog está em modificações de momento. As minhas desculpas por tal facto. Tentarei ser o mais breve possível, mas de forma a evitar “a preguiça” de pegar em tudo de uma vez, vou fazendo aos poucos para que não ande a adiar indeterminadamente.

Actualização: Bem, afinal ando mesmo a adiar indeterminadamente… De todas as formas para atingir o objectivo a que me propus quando criei este blog “já só” tenho de escrever sensivelmente um post por dia até dia 24 de Maio (estatisticamente ficaria com um post por semana durante o ano de vida do blog).

Portanto vão visitando para ver uma mudança espectacular ou simplesmente para ver mais do mesmo… O futuro o dirá:P

Feliz Natal!

feliz natalTempo mínimo de leitura: 2m 20 s

Ainda que:

  • não tenha sido no dia 25 de Dezembro (na realidade esta data foi definida posteriormente para “ofuscar” outros eventos do paganismo nesta data);
  • não tenha sido há 2009 anos (no mínimo existiu um erro por parte do monge que definiu o ano em que estamos ao fazer as contas com calendários de impérios diferentes)
  • não tenha existido um burro e uma vaca (estes animais não surgem nos evangelhos canónicos, apenas nos apócrifos, crê-se que como referência ao Antigo Testamento onde se dizia que o Burro e a Vaca reconheceriam o seu Senhor e o povo de Israel não)
  • não tenha existido uma estrela (a astrologia considera que é possível que tenha sido um cometa ou alinhamento de planetas, ainda que não na data que se consideraria correcta)
  • Continue reading Feliz Natal!

Gestão de Tempo

Tempo min de leitura: 1m 58 s

Recentemente tive a oportunidade de dar duas formações sobre o tema “Gestão de tempo”.
A primeira no âmbito do I 4MED organizado pelo NEM/AAC com a duração de 2 horas, que decorreu no dia 7 de Outubro.
A segunda no âmbito do V MEDSCOOP organizado pela ANEM com a duração de 1 hora e meia, que decorreu no dia 31 de Outubro.

Aproveito para pedir desculpas aos participantes pela demora da disponibilização deste material, mas estava à espera que fosse tornada pública a versão nova do netvibes (da qual já estava registado há muito tempo) com maior antecedência, o que acabou por acontecer só no dia em que gravei o tutorial. Esperei tanto tempo, porque as mudanças poderiam ser muito grandes ao ponto de tornar este videotutorial redundante (sendo por isso uma má gestão de tempo realizá-lo caso tal acontecesse:p).Felizmente, tal não aconteceu, porque em termos de usabilidade existe a possibilidade de se manter o mesmo interface com a versão wasabi. Aliás, até acho que é preferível comparativamente com a nova, mas vocês avaliarão caso optem por aderir ao serviço.

Fica aqui então disponibilizado o material das formações:
Handout da formação do I 4MED

Handout da formação do V Medscoop

Videotutorial sobre como usar o netvibes:

Videotutorial netvibes from Miguel Cabral on Vimeo.

Apresentação usada nas formações:Gestão de Tempo

Apesar de nem todos os pontos terem sido devidamente abordados na formação do V MEDSCOOP, decidi disponibilizar todos os slides por uma questão de maior informação.

Palestra de Randy Paush sobre Gestão de Tempo (ligação)

Desejo-vos tempo!

Novas maneiras de evangelizar hoje

Tempo min de leitura: 3m 13 s

Comentário deixado no blog derrotarmontanhas.blogspot.com a propósito do post “Vai uma ajudinha?”, que colocava as questões
“O que significará, hoje, Anunciar o Evangelho do Reino de Deus?
O que serão, hoje, as tais Maneiras Novas?”

“Viva caríssimo Rui,

calhou ver este teu post antes de passar directamente para os posts mais antigos que ando a tentar ler para conseguir ter uma linha mais ou menos continuada dos “teus ensinamentos/partilhas”. Como este é um tema que me interessa bastante, aqui fica mais uma perspectiva já que pediste com tanto jeitinho:D

Então tentando respeitar as directrizes que sugeriste e apoiando-me em várias ideias de outros (porque como Randy Paush dizia, um bom “ladrão” vale mais que dez académicos…)

O que significará, hoje, Anunciar o Evangelho do Reino de Deus?
O padre Rui Barnabé no programa da Ecclesia em que publicitavam o Festival Jota 2009 (22/06/09 – http://www.festivaljota.com/cgi-bin/getfromdb.pl?nid=EkuVAyVFAkNvfGoGFW&menu=EkpyVkFEAunvZAwWCm), relembrou que já no Concílio Vaticano se dizia que Deus para se revelar tem de se revelar de maneira a que as pessoas percebam o que Deus está a dizer. E que por causa disso ele acreditava que o esforço da Igreja ao longo dos séculos (umas vezes mais próximo outras mais distante deste ideal) foi adequar a mensagem e tornar Deus perceptível na vida das pessoas. Perceptível e actuante na vida das pessoas.

O que serão, hoje, as tais Maneiras Novas?
Ora esta é que é mais complicada de responder, mas por isso mesmo mais estimulante:P
Acho que é impossível discordar da ideia do figlo, no sentido de que o testemunho (com a própria vida, em que as acções superem as próprias palavras) foi, é e provavelmente sempre será a melhor maneira de evangelizar. No entanto, tenho em ideia de que se o testemunho na vida existir verdadeiramente ele próprio será um motor para gerar novidade. Se a nossa vida for testemunho em todos os campos de acção da mesma, os “novos areópagos” serão descobertos como dizia a anónima. Ora e aqui acho que poderão ser descobertos de formas não óbvias, porque julgo que nem sempre é preciso dizer “Jesus” ou “Deus” quando queremos falar deles. Afinal de contas seremos reconhecidos como testemunhas pelo que fizermos aos outros.

E este facto trás-nos então a algumas das “novas maneiras”.
Maneiras essas, que infelizmente julgo ainda não serem suficientemente motivadas, ou pelo menos vistas com bons olhos pela maioria das cúpulas das estruturas ecclesiais católicas. Desrespeitando o teu pedido de evitar elogios, acho que a Igreja evangélica está muito melhor neste campo. Se repararmos grande parte das coisas que achamos originalmente interessantes estão, começaram ou pelo menos estão melhor desenvolvidas nesta Igreja do que na católica, na minha limitadíssima perspectiva.E isto julgo fazer parte das “Necessidades que se sentem… Dificuldades que já gostaríamos de ver ultrapassadas…”

Penso que o “Desafio” está aquí… dar liberdade ao nosso testemunho de se exprimir por todos os nossos dons e papéis que temos na vida.

Passemos a algumas pistas, que talvez sejam redundantes porque parece-me que já as deves conhecer, porque ainda sou novinho nestas coisas:P

– Hillsong United – a banda australiana que tu próprio já divulgaste num dos posts mais antigos. E são uma pista, porque não são apenas uma banda, são uma comunidade, que cresceu de um pequeno grupo de pessoas (jovens) até uma multidão de gente espalhada pelo mundo e que ultrapassou em muito “apenas” a música que anuncia Deus de uma forma actual. Conta com documentários, campanhas (I heart revolution), entre outros que são exemplos de novas iniciativas para, com originalidade, anunciar a boa nova. Por exemplo, esta comunidade até evangeliza pelo skate. Como muitos dos jovens eram skaters, levaram para os seus hobbies o falar de Deus.

– José Luis Cortés – cartoonista que evangeliza também pelo seu dom – o cartoon – , assim como um dos teus links, mas como ainda não tive tempo de o explorar fica este exemplo que conheço melhor:P

– a dança contemplativa – http://www.youtube.com/watch?v=cyheJ480LYA

– o uso das novas tecnologias:
www.tangle.com (antigo godtube)
www.xt3.com – rede social católica
em portugal penso que não poderá de se deixar de pelo menos referir o portal cristo jovem, entre muitos outros

– cristotecas – embora a meu ver, pelo menos o que tenho visto, ainda estejam demasiado preocupado com ter obrigatoriamente a palavra “Deus” ou “Jesus” cravadas expressamente em todo o lado.

E pronto, são pouquinhas pistas, mas o que conta é aquilo que se consegue multiplicar a partir do pouco:P

Resumindo, do que disse e que seja originalmente não roubado (pelo menos conscientemente) de ninguém é mesmo a ideia de que o que é preciso para gerar novas maneiras de evangelização é deixar passar o testemunho para os nossos dons, as pistas surgirão naturalmente:)

Paz e Bem”

Aviso ao leitor

Tempo estimado de leitura: 1m 50s

Caríssim@ leitor(a) (intencional ou acidental) servem as seguintes informações para te contextualizar do teor dos textos e ideias que encontrarás neste espaço virtual:

1 – Qualquer opinião ou ideia que eu aqui tente expressar pode ser diferente daquela que tu venhas a interpretar, pelo que, caso alguma questão te escandalize ou te surta qualquer dúvida, sente-te à vontade para entrar em contacto comigo (miguel@farmingideas.org) e tentarmos esclarecer a situação, mesmo que seja para declararmos divergência de ideias.

2 – Um dos objectivos deste espaço é criar algo minimamente organizado e coerente (que utopia…), pelo que, relativamente a comentários, qualquer um que não se refira ao tema tratado não será publicado.

3 – Este espaço será actualizado, pelo menos, uma vez por semana (espero) e estará organizado segundo as seguintes categorias principais para as postagens:

  • Idiotizando – ideias sobre temas aleatórios
  • ideias de Deus – ideias referentes a temas espirituais, religiosos ou ideológicos
  • ideias soltas – ideias referentes a cultura, gostos pessoais, eventos, etc
  • Ideias em sumo – resumos ou críticas de uma obra ou conjunto de informações
  • Ideias reprimidas – ideias que provavelmente irão contra as ideias de um grande número de pessoas
  • Tutoriais – ideias que pretendem elucidar como fazer algo
  • Geral – ideias referentes a este espaço virtual

4 – No que toca a ideias ou palavras mais politicamente incorrectas, tentarei evitá-las. No entanto, se achar que o seu uso transmite melhor as ideias que pretendo expressar, farei uso das mesmas. Este recurso não deve ser visto como um atentado ao pudor propositado, mas como um recurso literário, porque se alguma vez tu lesses “Chiça penico, ora bolas, caramba” de certo que te seria transmitido um sentimento mais próximo do humor do que da revolta ou raiva… E assim sendo, a necessidade desse tipo de recurso acaba por ser bilateral…

5 – Relativamente a direitos de autor e assuntos semelhantes, tentarei, sempre que me possível, citar correctamente as minhas fontes. Nalguns casos, divulgarei ideias e material que não são meus. Contudo, tentarei deixar sempre a possibilidade de pesquisa sobre os autores mencionados e a sua obra. Desta forma, considero que estou a divulgá-los, beneficiando os mesmos e o que julgo serem os seus objectivos.

6 – Qualquer opinião minha é passível de sofrer alterações, já que não considero que eu saiba a “verdade absoluta” sobre nada. Assim, tal como em qualquer post neste espaço, a informação aqui apresentada poderá ser alterada caso considere adequado.

7 – Obrigado por me leres, espero que te seja proveitoso:)

Feliz ano novo!

Tempo min de leitura: 2m 30 s

Existem alturas que nos fazem pensar sobre a nossa vida… donde viemos… onde estamos… onde queremos estar ou chegar, entre muitas outras incógnitas de teor filosófico. Mas julgo que pensamos sobretudo no que podemos mudar para conseguir chegar onde queremos.

Estes momentos podem acontecer mais ou menos vezes, por razões mais complexas como uma reviravolta na vida ou uma situação que não estávamos a contar ou simplesmente por um aniversário ou um fim/início de ano escolar ou civil (o que também acaba por se aplicar aos aniversários, uma vez que estes são também fins/inícios de anos de contagem sobre um evento em particular).

Na maioria dos casos são momentos que, por um curto período de tempo, nos relembram a efemeridade do próprio tempo. Que nos relembram que não vamos viver para sempre e que o tempo corre, mesmo que não nos apercebamos disso continuamente (ainda que nos possamos lembrar disso constantemente). São lembretes automáticos, e algumas vezes aleatórios, à nossa vontade de atingir/ser algo que ainda não atingimos/somos (porque há sempre um local melhor onde chegar, dentro ou fora de nós, ainda que possamos não o conseguir definir).

É nestes momentos que simplificamos as coisas ao ponto de ter a coragem de resumir em algumas palavras ou objectivos as nossas metas de vida (ou de um período desta). Alguns de nós, chegamos mesmo a ter a audácia de nos iludir com a ideia de que a partir daquele dia programado tudo irá ser diferente.

A expressão em português que mais me ocorre neste momento serão os desejos de ano novo. Clássico exemplo de uma altura que muita gente espera chegar, e até com algum entusiasmo, pois será a partir desse acontecimento que a sua vida irá mudar. Será de um dia para o outro que tudo se tornará melhor; Será de uma hora para a outra que a vida nos vai sorrir; Será de um minuto para o outro que vamos fazer tudo bem; Será de um segundo para o outro que vamos mudar para (quase) sempre…

Não admira que seja mudança de pouca dura na maioria dos casos… Apesar de achar possível a mudança radical e abrupta, não considero que seja comum esta ser planeada. Acho que uma mudança radical e abrupta acontece, não se planifica. Então, uma mudança planificada está destinada ao fracasso? Claro que não! Pelo menos, não como regra. Mas para ser planeada (portanto, sem um motor suficientemente forte para causar uma mudança radical e abrupta) a mudança deve ser faseada e progressiva de forma a ser sustentada.

E é com este tipo de mudança faseada, progressiva e sustentada que, de alguma forma, começo este espaço. Como uma forma de afirmação da possibilidade da minha mudança, da mudança de uma vida sem grande controlo consciente do meu tempo e do meu tempo “livre”. Começo este espaço com a ideia, entre muitas outras que irei explorar com o tempo, de me monitorizar a fim de controlar a minha gestão de tempo. Espero que a minha mudança seja tal que, pelo menos, consiga aplicar algum do meu tempo livre para este espaço uma vez por semana…

O começo de uma possível mudança foi dado, uma nova fase temporal começou. Será um ano?… Um mês? … Um dia? No mínimo, foi atingida uma ilusão de sucesso. Por isso, para mim e para todos aqueles que anseiam a mudança dependente de si próprios, desejos de um Feliz Ano Novo!

imagem de: http://encontrei.wordpress.com/2009/01/01/